Quando o Bitcoin foi criado em 2009, ele introduziu ao mundo um novo conceito de dinheiro digital descentralizado. No entanto, Vitalik Buterin, um jovem desenvolvedor russo-canadense, enxergou uma limitação nessa tecnologia: o Bitcoin era incrivelmente seguro, mas não possuía uma linguagem de programação flexível para criar aplicações descentralizadas. Em 2013, Buterin apresentou a ideia do Ethereum em um whitepaper, propondo uma plataforma que permitisse a execução de contratos inteligentes, possibilitando a criação de aplicativos descentralizados (dApps).
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Inspirado pela frustração com as limitações do Bitcoin, Buterin recrutou uma equipe de desenvolvedores, incluindo Gavin Wood e Joseph Lubin, para transformar sua visão em realidade. Juntos, eles criaram a Fundação Ethereum e lançaram a campanha de arrecadação de fundos por meio de um ICO (Oferta Inicial de Moedas) em 2014. Esse financiamento permitiu que a plataforma começasse a ser desenvolvida de forma independente e descentralizada.
O lançamento e a ascensão do Ethereum
A Oferta Inicial de Moedas arrecadou cerca de US$ 18,3 milhões, permitindo o desenvolvimento da plataforma. Em julho de 2015, a primeira versão do ETH foi lançada, sob o nome “Frontier”. Diferente do Bitcoin, o Ethereum não apenas possibilitava transações financeiras, mas também rodava códigos autônomos, tornando-se o berço de um novo ecossistema de inovações financeiras e tecnológicas.
Após seu lançamento, a criptomoeda evoluiu rapidamente, passando por atualizações significativas como “Homestead” (2016), “Metropolis” (2017-2019) e “Istanbul” (2019), cada uma trazendo melhorias na segurança, velocidade e capacidade da rede. Entretanto, um dos momentos mais marcantes da sua história foi o ataque ao The DAO em 2016, que resultou no desvio de US$ 60 milhões em ETH. Para reverter esse hack, a comunidade decidiu realizar um hard fork, criando o Ethereum (ETH) e o Ethereum Classic (ETC).
O impacto dos contratos inteligentes e a evolução do Ethereum
Os contratos inteligentes são programas autônomos que executam ações predefinidas quando certas condições são atendidas. Isso revolucionou vários setores, incluindo finanças descentralizadas (DeFi), tokens não fungíveis (NFTs) e governança digital. Projetos como Uniswap, OpenSea, MakerDAO e Aave foram construídos sobre o ETH, mostrando seu potencial além de uma simples criptomoeda.
Contudo, o crescimento da moeda também trouxe desafios, como altas taxas de transação (gas fees) e baixa escalabilidade. Para enfrentar esses problemas, a comunidade Ethereum introduziu soluções como Layer 2 (Polygon, Arbitrum, Optimism) e a transição para Ethereum 2.0.
Ethereum 2.0 e a transição para Proof of Stake (PoS)
Em setembro de 2022, o Ethereum passou por uma das maiores atualizações de sua história: The Merge. Essa mudança substituiu o mecanismo de consenso Proof of Work (PoW) pelo Proof of Stake (PoS), reduzindo o consumo de energia da rede em mais de 99% e aumentando sua eficiência.
Com essa mudança, o ETH tornou-se mais escalável e sustentável, preparando-se para futuras inovações, como sharding, que fragmentará a rede em múltiplas cadeias paralelas para processar transações mais rapidamente. Além disso, os rollups (como zk-Rollups e Optimistic Rollups) foram introduzidos para expandir a capacidade da blockchain sem comprometer sua segurança.
O futuro do Ethereum e seu impacto no mercado
O Ethereum consolidou-se como a principal plataforma para o desenvolvimento de aplicativos descentralizados. Empresas tradicionais como JPMorgan, Microsoft e Google estão explorando soluções baseadas no Ethereum, reforçando sua posição como a infraestrutura mais influente no mundo blockchain.
Além do avanço da Web3, o ETH também desempenha um papel essencial no metaverso, com projetos como Decentraland e The Sandbox utilizando sua tecnologia para criar mundos digitais descentralizados.
A transição para o Ethereum 2.0 não apenas aprimorou a rede, mas também reforçou sua posição como um pilar do universo blockchain, tornando-se referência para empresas, desenvolvedores e entusiastas da descentralização.
Ethereum, o alicerce da nova internet
Desde sua criação, o Ethereum tem se mostrado muito mais do que apenas uma criptomoeda. Ele é um ecossistema vibrante que impulsiona a inovação financeira e tecnológica, sendo a base para a próxima geração da internet.
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